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TRATAMENTO DE MADEIRA

A madeira em geral, sofre a ação de vários agentes externos e internos, que podem causar o seu apodrecimento. Dentre estes agentes, pode-se citar fungos, insetos como cupins, carunchos e vespas, o sol, o vento e a chuva, além de alguns metais (como meio de junção) e de produtos químicos. As possíveis conseqüências se darão de formas distintas em cada caso, e se torna necessário compreendê-las antes de se pensar no tratamento adequado para cada um.
Os animais xilófagos, que é o caso do cupim, do caruncho e da vespa, perfuram a madeira. A proteção contra este tipo de animais é feita normalmente com o emprego de substâncias venenosas, ou então, revestindo a madeira com chapas duras ou que não atraiam esse animais, como por exemplo a combustão superficial, que deixa uma camada de carvão que os repele. Já os fungos, deterioram a madeira causando o seu apodrecimento devido à acidez de suas raízes, que fazem a madeira se decompor. A melhor medida a ser tomada, além de procedimentos anti-sépticos, é impedir o acúmulo da umidade superficial, já que estamos falando de vegetais. Geralmente pinturas a óleo, de borracha e de asfalto atendem à essa condição. Inclusive, no mercado já existem composições que protegem a madeira tanto dos fungos, como dos animais xilófagos simultaneamente. A ação do sol sobre a madeira se dá pela radiação UV tanto por ondas curtas como longas, e pela variação de temperatura. A radiação por ondas curtas, provoca na madeira uma agressão fotoquímica, e a destruição da camada superficial por fotólise. Consequentemente, pode ocorrer descoloração, amarelamento e escurecimento, além da elevação da capacidade de absorção, e do ataque por fungos. A radiação por ondas longas ou variação da temperatura, provocam ressecamento, modificações nas dimensões devido à retrações e inchaços, e maiores solicitações mecânicas da peça. Consequentemente, falta de estancamento, aparecimento de fendas, pintura estragada, acumulação de umidade, etc., levando a madeira ao apodrecimento e a sua destruição.

Os ventos são outra forma de agressão à madeira, pois provocam erosão da substância lenhosa e envelhecimento das juntas de estancamento, fazendo com que este se ausente. A água das chuvas também é um dos principais agentes destruidores da madeira. Ela faz com que as substâncias constituitivas da madeira se diluam, causando degradação superficial, alteração da cor, enfraquecimento mecânico e a elevação da capacidade de absorção superficial. A umidade do solo, do ambiente ou a água de condensação provocam um acúmulo de umidade e modificações das dimensões das peças. Conseqüente ataque de fungos descolorantes e destruidores da madeira. Existem também alguns metais que funcionam como meio de junção de peças e que podem trazer danos à madeira. O elevado acúmulo térmico nos metais e a reação química entre os constituintes da madeira (valor do pH) e metais, podem causar a formação de condensação, alterando a coloração da madeira (como exemplo, as reações ferro-tanino). Consequentemente, ocorre corrosão nos metais e o apodrecimento da madeira.

A reação química de alguns produtos de preservação da madeira com colas ou materiais, provocam alterações da colagem e da pintura, assim como corrosão dos materiais sintéticos e dos metais. A conseqüência provável é a destruição dos revestimentos utilizados. Existem diversos tipos de tratamentos que podem ser empregados na utilização da madeira. Os tratamentos anti-sépticos por exemplo, que destróem os micróbios através de processos químicos, são muito utilizados porque têm a vantagem de serem aplicados antes da colocação das madeiras, fazendo com que toda a peça seja submetida ao tratamento. Os métodos anti-sépticos mais comuns são: tratamento por imersão, por difusão, por impregnação por vácuo e por vácuo à pressão. Tratamento por imersão: utiliza como anti-sépticos dissolventes orgânicos , que são aplicados às peças logo ao saírem da máquina, ou ainda em peças encaixadas.

É eficaz em qualquer tipo de madeira exceto àquelas de pouca permeabilidade. Provoca certo grau de estabilização dimensional, assim como protege contra fungos. Tratamento por difusão: emprega anti-sépticos à base de compostos bóricos e água contaminada. Se aplica o tratamento em madeiras de todo tipo, recém saídas da serralheria que já podem ser lavradas sem mais requisitos. Tratamento por impregnação por vácuo: utiliza dissolventes orgânicos, onde a madeira com muita seiva deve ser totalmente penetrada. Pode ser usado em todas as madeiras, proporcionando alguma estabilização dimensional , como também contra fungos. Tratamento por impregnação por vácuo à pressão: usa anti-sépticos como cobre, cromo, e água contaminada. Se torna menos eficiente que as demais à medida que impede apenas o apodrecimento da madeira, e não distorções devido à variação de temperatura.

Fonte: http://www.arq.ufsc.br

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