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LIXAS E ACABAMENTOS NA MADEIRA

A indústria moveleira tem enfrentado uma certa dificuldade em obter um acabamento final com qualidade, onde se destaque a lisura da película de tinta que foi aplicada.

Hoje a indústria tem como finalidade obter a tão desejada qualidade sem aumentar os custos do processo produtivo da pintura. Em princípio, o processo de lixamento da madeira é o primeiro passo para obter-se um bom acabamento na pintura.

As lixas têm várias numerações que determinam a sua capacidade de desbaste. E as causas que determinam a grana da lixa a ser usada na madeira são: as condições da linha das fibras da madeira, a qualidade da usinagem e o tipo de pintura que se deseja obter.

Deve-se ter o cuidado de não ultrapassar em 40% a numeração da lixa subseqüente a anterior. Exemplo: 1ª lixa, 80; 2ª lixa, 100 ou 1ª lixa, 80; 2ª lixa, 100; 3ª lixa, 120. Se forem usadas lixas 80-120, que ultrapassa em 40% a anterior, no sistema de banda larga, não se obterá um bom lixamento em virtude de fazer-se somente uma passada e a lixa de grana 120, não removerá totalmente os sulcos da lixa 80. Nessa máquina, as lixas a serem utilizadas, pela ordem, são 80-100-120, 1ª, 2ª e 3ª lixas respectivamente.

Já no sistema de cintas, onde utiliza-se a pressão manual, pode-se efetuar um lixamento 80-120, 1ª e 2ª lixa respectivamente. Com a lixa 120 faz-se um repasse que eliminará os sulcos da lixa 80. O que não ocorre no sistema de banda larga.

Em algumas indústrias ainda há o conceito de que as lixas têm a função de corrigir os defeitos da usinagem. Mas, na realidade, as lixas devem corrigir somente algum defeito da usinagem que tenha surgido, mais por causa da própria madeira e não por defeito na ferramenta de corte. E remover pequenas impurezas que se incrustam na madeira durante o manuseio.

Se houver bastante cuidado na usinagem das peças, o lixamento será uma operação simples e rápida, visando apenas uma qualidade para atender o tipo de pintura que se deseja obter.

Nesse artigo tem-se citado lixas com numeração até grana 120, dispensando lixamento com grana 150-180, 1ª e 2ª lixa respectivamente. Isso deve-se em parte a qualidade que hoje possuem os produtos de pintura para a indústria moveleira.

Sabe-se que a madeira não tem fibras em linha reta, e sim tortuosas. A usinagem corta essas fibras e elas ficam em formas de “escamas”. Essas escamas arrepiam quando recebem as tintas de fundo. Mesmo que a madeira seja lixada com lixas 150-180, respectivamente, o “arrepiamento” aparecerá sempre. Por isso, deve-se restringir o lixamento até a grana 120, que proporcionará a qualidade desejada e rapidez no processo produtivo.

Em regiões onde a umidade do ar é muito elevada, deve-se ter o cuidado em não deixar passar um dia entre o lixamento e a aplicação de fundos, porque a umidade do ambiente penetra na madeira fazendo com que sua superfície fique rugosa, prejudicando a qualidade da pintura. Isso ocorre bastante com madeiras macias como o pinus, a caixeta, o freijó, etc. É claro que peças empilhadas não sofrem essa agressão. Mas peças montadas como cadeiras e mesas são as mais atingidas, porque estão em contato direto com o ar úmido do ambiente.

O lixamento final da madeira com lixa grana 120 deixará a superfície da madeira em condições ideais para os acabamentos com verniz incolor ou laca pigmentada, desde que se aplique um fundo ou um primer condizente com a qualidade que se deseja obter. Se os operadores dos equipamentos forem competentes, as metas serão atingidas.

Fonte: Hédio Blumm,Técnico do CETEMO

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